Como montar um orçamento familiar simples para saber se pode pegar um empréstimo
Como montar um orçamento familiar simples é o primeiro passo antes de qualquer decisão de crédito, porque é esse orçamento que mostra, com números reais, se existe espaço no mês pra uma parcela nova. Sem essa etapa, é fácil assumir um compromisso maior do que o bolso aguenta. Neste post você monta esse orçamento em poucos passos e já sai sabendo se está no momento certo de pedir um empréstimo.
Por que o orçamento vem antes do empréstimo
Muita gente decide pegar um empréstimo pela urgência do momento e só depois olha se a parcela cabe no mês. O caminho certo é o contrário: primeiro você entende como está sua vida financeira hoje, depois decide se e quanto pode comprometer com uma nova dívida.
Isso vale tanto pra quem pensa em empréstimo pessoal quanto pra quem avalia modalidades com garantia, porque em qualquer um desses casos a pergunta de fundo é a mesma: a parcela cabe no meu orçamento sem sufocar o resto do mês?
Passo 1: liste todas as receitas da família
Comece somando tudo que entra de dinheiro em casa todo mês: salário, renda extra, benefícios, pensão, qualquer valor recorrente. Se algum membro da família tem renda variável, use uma média dos últimos três meses pra não trabalhar com um número otimista demais.
Passo 2: liste as despesas fixas
Despesas fixas são aquelas que se repetem todo mês com valor parecido: aluguel ou financiamento da casa, condomínio, escola dos filhos, plano de saúde, internet e outras contas que chegam mesmo sem você decidir gastar. Anote cada uma separadamente, porque isso facilita identificar onde há gordura pra cortar, se for o caso.
Passo 3: liste as despesas variáveis
Aqui entram supermercado, combustível, lazer, roupas e qualquer gasto que muda de valor mês a mês. Muita gente subestima esse grupo justamente porque ele não vem numa conta fixa pra lembrar. Vale revisar o extrato bancário dos últimos dois ou três meses pra ter um número mais realista.
Passo 4: aplique a regra 50/30/20 pra organizar tudo
Uma forma simples de estruturar esse orçamento é usar o método 50/30/20, descrito pela Serasa e amplamente usado no mercado financeiro. A lógica é dividir sua renda líquida em três blocos: 50% pra necessidades essenciais (moradia, alimentação, contas fixas), 30% pra desejos e gastos flexíveis, e 20% pra dívidas e poupança.
Segundo a InfoMoney, esse percentual de 20% dedicado a dívidas e reservas é justamente o espaço que você tem, dentro do orçamento, pra avaliar se cabe uma nova parcela de empréstimo sem desequilibrar o restante.
Passo 5: veja se sobra espaço pra uma parcela nova
Depois de organizar receitas e despesas dentro dessas categorias, olhe pro bloco de 20% dedicado a dívidas. Se você já tem outros compromissos ocupando boa parte desse espaço, o valor disponível pra uma nova parcela de empréstimo fica pequeno, e talvez seja melhor esperar ou renegociar dívidas antigas antes de assumir mais uma.
Se esse bloco ainda tem espaço livre, você já sabe, com números reais, até quanto pode comprometer com uma parcela nova sem colocar o orçamento familiar em risco.
Exemplo prático de como montar um orçamento familiar simples
Imagine uma família com renda líquida de R$ 5.000 por mês. Aplicando a regra 50/30/20, R$ 2.500 vão pra necessidades essenciais, R$ 1.500 pra desejos e gastos flexíveis, e R$ 1.000 pra dívidas e poupança. Se essa família já paga R$ 400 de outras dívidas, resta R$ 600 de espaço real pra uma nova parcela de empréstimo, sem contar a parte de poupança que idealmente também entra nessa conta.
Erros comuns ao montar esse tipo de orçamento
Um erro frequente é esquecer gastos anuais que não aparecem todo mês, como IPVA, seguro do carro ou material escolar, e que acabam pesando de surpresa em algum mês específico. Outro erro é montar o orçamento uma única vez e nunca revisar, quando na verdade ele precisa ser ajustado sempre que a renda ou as despesas da família mudam.
Preciso de uma planilha pra montar esse orçamento ou dá pra fazer no papel?
Dá pra fazer das duas formas. O papel funciona bem pra quem está começando, e uma planilha simples, com colunas de receita, despesa fixa, despesa variável e saldo final do mês, ajuda quem já quer acompanhar a evolução ao longo do tempo.
Depois de montar o orçamento, como sei se estou pronto pra pegar um empréstimo?
Se, depois de organizar receitas e despesas, ainda existe espaço real dentro do seu orçamento pra uma parcela nova sem comprometer as necessidades essenciais nem a poupança, esse é um bom sinal. Se não sobra nada, ou se você precisaria cortar itens essenciais pra caber a parcela, vale esperar ou repensar o valor do empréstimo.
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