Pessoa decidindo entre refinanciar ou fazer um novo empréstimo com garantia

Refinanciar ou fazer um novo empréstimo com garantia: qual a diferença na prática

Refinanciar ou fazer um novo empréstimo com garantia parecem a mesma coisa à primeira vista, já que os dois envolvem oferecer um bem — imóvel ou veículo — como garantia pra conseguir crédito. Na prática, porém, a diferença está na origem do dinheiro e no que acontece com o contrato que você já tem: um caso ajusta uma dívida existente, o outro cria uma dívida nova do zero.

O que é refinanciar?

Entender o que muda quando alguém decide refinanciar ou fazer um novo empréstimo com garantia começa pela definição de cada modalidade: refinanciar significa renegociar um contrato de crédito que você já possui, usando um bem como garantia pra conseguir condições melhores ou liberar um valor extra. Segundo o SPC Brasil, essa modalidade pode servir pra três finalidades bem diferentes:

  • Reduzir a taxa de juros de um contrato que ficou caro com o tempo, trocando as condições sem precisar quitar a dívida antes.
  • Ajustar o prazo de pagamento, alongando o contrato pra reduzir o valor da parcela mensal.
  • Obter crédito adicional, usando a parte já paga do bem financiado (o chamado “refinanciamento com troco”) pra receber uma quantia em dinheiro além do que ainda falta pagar.

O que é fazer um novo empréstimo com garantia?

Fazer um novo empréstimo com garantia é uma operação independente: você oferece um bem — geralmente já quitado, ou com uma margem de valor livre de dívida — pra conseguir um crédito totalmente novo, sem relação com nenhum contrato anterior. Não existe “troca” de dívida nem renegociação envolvida; é um contrato criado do início, com prazo, taxa e valor definidos exclusivamente pela avaliação do bem oferecido naquele momento.

As diferenças na prática

Colocando as duas modalidades lado a lado, os pontos que realmente mudam são:

  • Origem da dívida: o refinanciamento parte de um contrato que já existe; o novo empréstimo com garantia começa do zero, sem vínculo com dívidas anteriores.
  • Bem exigido: o refinanciamento pode usar um bem que já está sendo pago (imóvel ou veículo financiado, desde que uma parte relevante já tenha sido quitada); o novo empréstimo geralmente exige um bem livre de qualquer ônus.
  • Destino do dinheiro: no refinanciamento com troco, parte do valor liberado quita automaticamente o saldo devedor antigo, e só a diferença cai na conta; no novo empréstimo, 100% do valor aprovado é depositado, porque não existe dívida anterior a abater.
  • Análise de crédito: no refinanciamento, a instituição já tem o histórico do contrato em andamento, o que costuma agilizar a aprovação; no novo empréstimo, a análise começa do zero, com toda a documentação do bem e do solicitante.
  • Impacto no prazo total: refinanciar costuma reiniciar a contagem do prazo (o exemplo clássico é o financiamento de veículo que estava na metade e volta a ter o prazo integral); o novo empréstimo simplesmente soma um contrato à sua vida financeira, sem afetar prazos anteriores.

Quando vale mais refinanciar?

Na hora de decidir entre refinanciar ou fazer um novo empréstimo com garantia, refinanciar tende a fazer mais sentido quando você já tem um contrato em andamento com taxa alta e quer trocá-la por uma condição melhor. Quando precisa de um valor extra e já pagou uma parte relevante do bem financiado, ou quando o objetivo é unificar dívidas mais caras (como cartão de crédito ou cheque especial) numa parcela só, com juros de crédito com garantia.

Quando vale mais fazer um novo empréstimo com garantia?

Um novo empréstimo com garantia costuma ser a escolha melhor quando você não tem nenhum contrato em andamento pra refinanciar, quando o bem que você quer oferecer já está totalmente quitado, ou quando precisa de um valor que não tem relação nenhuma com uma dívida anterior — por exemplo, pra investir num negócio ou reformar um imóvel sem envolver o financiamento que já está sendo pago.

Refinanciamento com troco: o meio-termo entre as duas opções

Existe uma modalidade que mistura características das duas: o refinanciamento com troco. Segundo a Serasa, nessa operação o contrato antigo é substituído por um novo, geralmente pelo valor original da dívida, e a diferença entre o que ainda faltava pagar e o novo valor aprovado é devolvida ao cliente em dinheiro. Na prática, funciona como um refinanciamento na forma (o contrato antigo deixa de existir), mas entrega um resultado parecido com o de um novo empréstimo com garantia: dinheiro na conta pra usar como for preciso.

Perguntas frequentes

Na dúvida entre refinanciar ou fazer um novo empréstimo com garantia, o prazo sempre aumenta? 
Na maioria dos casos, sim, principalmente quando o objetivo é liberar um valor extra (refinanciamento com troco). Quem já pagou boa parte de um financiamento e refinancia volta, geralmente, a ter o prazo integral do novo contrato.

Dá pra fazer um novo empréstimo com garantia usando um bem que ainda está financiado?
Depende da margem de valor livre desse bem. Alguns credores aceitam oferecer a parte já paga como garantia de uma segunda operação, mas isso costuma se aproximar mais da lógica de um refinanciamento com troco do que de um empréstimo totalmente novo.

Qual das duas opções tem juros mais baixos?
Ambas tendem a ter juros parecidos, já que a taxa depende principalmente do bem oferecido como garantia, não do fato de ser refinanciamento ou contrato novo. A diferença de custo real está mais no prazo total e no Custo Efetivo Total (CET) de cada proposta.

Conclusão

No fim das contas, refinanciar ou fazer um novo empréstimo com garantia depende de uma pergunta simples: existe algum contrato em andamento que você quer ajustar, ou a necessidade de crédito é completamente nova? Antes de decidir, vale revisar o que é alienação fiduciária e quais documentos do imóvel são exigidos como garantia, pra chegar à simulação com todas as informações organizadas.

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